Mudança de hábitos

Normalmente escrevo aqui sobre viagens, montanhismo, motos ou sobre tudo isso junto, mas hoje abro um espaço para falar de saúde.

Sempre fui um cara semi-ativo, praticando atividades físicas sem muita habitualidade, jogava um futebolzinho de vez em quando, uma corridinha no parque em uma semana seguido de várias semanas no ócio ou coisas do tipo, bem como nunca fiquei mais que 2 meses em uma academia e sempre sem dar sequência.

Mudando os meus hábitos

Esse ritmo “alucinado” de exercícios aliado  a uma alimentação totalmente desregrada, a base de fast food, frituras, refrigerantes e doces me levaram aos 31 anos a atingir o peso de 106 kg, o que me acendeu o botão do alerta.

Da mesma forma meu condicionamento físico era medíocre e por vezes me atrapalhava nos trekkings e até nas viagens de moto.

Durante o planejamento do projeto “De Mochila e Capacete até onde o vento faz a curva” senti a necessidade de um melhor condicionamento para encarar a jornada e mais um vez me inscrevi na academia e não dei sequência, acabei partindo com o peso acima do desejado e com um condicionamento fraco, o que de certa forma prejudicou um pouco a viagem.

Ao retornar decidi que iria maneirar na comida e praticar mais exercícios, porém sem acompanhamento de profissionais eu não consegui atingir qualquer objetivo, até cheguei a reduzir meu peso, mas nada significativo.

Assim decidi radicalizar, procurei ajuda de uma nutricionista, comecei em 19 de junho de 2013 e com 103 kg uma dieta forte, estabelecendo como meta 95kg, cortando fast food, refrigerantes, frituras, doces e todo tipo de comida não muito saudável e introduzindo vegetais, frutas e outras coisas saudáveis que nem sonharia que um dia faria parte da minha alimentação.

Junto com a dieta e o acompanhamento da nutricionista, com o auxílio de uma assessoria esportiva, passei a correr e a andar de bicicleta. Os treinos de corrida que chegavam a se repetir 3 vezes por semana, aliados mais 1 ou 2 treinos de bicicleta, em 15 dias fui para a primeira avaliação corporal e os resultados foram bons, reduzindo 2,3 kg.

Treino de Bike no Parque do Ibirapuera

Com este primeiro resultado decidi que iria me aplicar mais, controlar melhor a boca e treinar com mais vontade e acabei pegando gosto pela corrida e pela bike.

Expectativa para primeira prova no Parque da Independência

O objetivo inicial era somente perder peso e melhorar o condicionamento, mas correr e pedalar só no parque do Ibirapuera era pouco para mim e assim em 11/08/2013 participei da minha primeira corrida de rua, a Série Delta Japão, com um percurso de 5 km pelo bairro do Ipiranga. Me surpreendi com o resultado, percorrendo os 5 km em 30 minutos e 59 segundo.

Primeiros 5 km

Animado com o resultado decidi dar um passo a frente e me inscrevi para participar de um Duathlon, 5 km de corrida – 20 km de bike – 2,5 km de corrida, meu treinador da assessoria esportiva quase me matou quando disse que já tinha me inscrito.

Treinei forte e controlei mais a alimentação, participei do Eco Duatlhon de Guarulhos no dia 01 de setembro. Fui preparado para não completar a prova, nunca tinha feito as duas modalidades no mesmo dia, mas tinha colocado na cabeça que cruzaria a linha de chegada ainda que fosse andando.

Eco Duathlon - Foto por Mauro Murayama

Completei os primeiros 5 km em 31 minutos e 12 segundos de corrida, estava bem e com pique, fiz a transição para a bike e por alguns momentos minha mountain-bike conseguia acompanhar as speed’s nas retas e descidas, mas sempre ficava para trás nas subidas. Finalizei os 20km de bike em pouco mais de 47 minutos e mais uma vez fui correr, faltavam 2,5 km, uma distância curta, mas meu corpo pedia arrego. Me mantive firme, correndo mais devagar, marcando o passo, o sol já estava forte e quente, no quilometro final uma forte subida, a única da prova toda, ali achei que minhas forças iriam se esvair, continuei correndo, passo a passo, para o alto da ladeira, já não tinha mais forças mas completei a prova em 01:39:24, ficando em 55° na categoria Mountain Bike Masculino.

Ciclismo -Eco Duathlon - Foto por Mauro Murayama

O resultado pode não ser expressivo para um atleta, mas para um sedentário que 3 meses atrás estava em completa inatividade foi uma vitória.

Zona de transição - Foto por Mauro Murayama

Continuo firme e forte nos treinos e na dieta, chegando em 10 de setembro ao peso de 94,2 kg, quase nove quilos a menos do peso inicial, já tendo atingido a minha primeira meta, e estabelecendo o peso a ser atingido como ideal 90kg.

Peguei gosto pela corrida e pela bike, pretendo continuar a fazer provas de corrida de rua e de duatlhon e logo mais partir para as corridas de montanha.

Foto por Mauro Murayama

Essa mudança de hábitos me foi muito boa, pois me sinto mais disposto, menos cansado e com o corpo como um todo funcionando melhor. Achei que não iria conseguir nem 10% do que já atingi e foi muito bom chegar até aqui e agora é só continuar nesse mesmo ritmo e atingir mais e mais metas.

Agradeço aos meus treinadores da Mila Toledo Fitness, ao amigo e fotógrafo Mauro Murayama e a minha grande incentivadora Laila.

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Dia do Motociclista

No dia 27 de julho é comemorado o Dia do Motociclista.

Ser motociclista é romper barreiras, limites e viver na estrada cada quilômetro como se fosse uma vida. Graças à Deus eu  sei como é vivenciar isso.

Minha barreira mais distante como motocilista!

O Mochila & Capacete não poderia deixar a data em branco, segue para os amigos do blog a compilação de todos os vídeos de motos já publicados no nosso canal do youtube.




FELIZ DIA DO MOTOCICLISTA COM MUITA ESTRADA!

(Irei comemorar amanhã a data)

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Feliz Dia Mundial do Rock

Feliz Dia Mundial do Rock. Um dia mais que especial para mim!

A música Long Way Round do Stereophonics é a escolhida por sua letra, por ser o sentimento de todo motociclista e para inspirar, já que é a música tema do show de tv do mesmo nome, em que os atores Ewan McGregor e Charley Boorman fizeram uma grande viagem de moto por Europa, Ásia e América do Norte, saindo de Londres até NY.

Saiba mais sobre as viagens dos dois atores no site Long Way Round.

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Mudanças: De Passa Quatro/MG até a Pedra do Baú/SP

Uma das coisas mais interessantes da vida é que ela é imprevisível, cada dia que passamos, por mais planejado que seja, sempre nos trás uma surpresa. E esse é o barato da vida, a capacidade de mudarmos e nos surpreender e o relato que inicio agora é sobre isso: mudanças e surpresas.

Planejei por algumas semanas subir ao ponto culminante do Estado de São Paulo, a Pedra da Mina. Decidi ir de carro,  a acessando por Passa Quatro/MG, pelo bairro do Paiolinho. Me programei, fiz reserva numa pousada para iniciar a subida no dia seguinte logo cedo, me programei no trabalho para poder sair antes do meu horário e chegar na cidade mineira em tempo hábil de descansar.

Chegou o grande dia, sai de São Paulo junto com minha amiga Laila por volta das 17 horas do dia 24 de maio, por conta do transito de Sampa chegamos em Passa Quatro/MG em pouco mais de 4 horas e nos hospedamos na ótima Pousada Pedra da Mina, terminamos de arrumar as mochilas e fomos descansar para saída pela manhã.

Maria Fumaça em Passa Quatro/MG

Acordamos cedo no sábado (25/05/2013) e fomos nos empanturrar no ótimo café da pousada, onde conhecemo o Sr. Paulo, proprietário do local e uma ótima pessoa para conversar, ficamos um bom tempo jogando conversa fora e até sairmos em direção ao bairro do Paiolinho. O sábado era de sol e céu limpo, porém havia chovido muito nos dois dias anteriores, começamos a subir a estrada de terra até o Paiolinho, porém devido a lama que se formou na estrada o carro não foi hábil a transpô-la. Ficamos esperando por cerca de uma hora o sol secar a estrada, mas desistimos pois a situação não parecia passível de melhoras, demos meia volta e voltamos para a pousada.

Ficamos um tempo sem reação e sem saber o que fazer, foram dias de planejamento que estávamos perdendo e decidimos conhecer um pouco de Passa Quatro, fomos até a Cachoeira Iporã, conhecida como “Cachoeira do Ibama”, ver se as águas correntes nos trazia boas ideias. Pensamos em várias opções de onde estender a viagem, fomos até a cidade, visitamos a estação de trem que abriga uma Maria Fumaça e almoçamos em um restaurante da simpática cidade mineira.

Após o almoço optamos por seguir viagem até São Bento do Sapucaí/SP, para no dia seguinte subirmos a Pedra do Baú, pegamos a via Dutra em direção a SP e fizemos uma emocionante parada no Santuário de Nossa Senhora Aparecida.

Nos hospedamos em São Bento do Sapucaí já durante a noite e nos programamos para logo cedo fazermos a ascensão ao Baú.

Confesso que estava um pouco decepcionado por ter que abortar os planos e mudar o destino, mas saber improvisar e trocar de planos em pouco tempo é algo necessário na vida do viajante e estando com uma pessoa que compreenda e saiba lidar bem com isso se torna fácil tomar decisões de súbito e neste ponto a Laila foi muito boa, deu suas opiniões, ouviu as minhas e junto ponderamos a situação e em menos de 12 horas já estávamos hospedados em outro estado, com um novo plano e um outro objetivo.

Início da trilha

Já pela manhã do domingo (26/05/2013) seguimos de São Bento do Sapucaí em direção ao Complexo do Baú, famoso complexo de rochas que abrigam inúmeras vias de escaladas esportivas frequentadas por esportistas profissionais, amadores e turistas, formado pelo Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata.

A Pedra do Baú

Deixamos o carro por volta das 10 da manhã em frente a uma tenda que vendia queijos, cachaças, pinhão, tapioca, etc.. cerca de um quilometro antes do final da estrada e fomos caminhando até a entrada das trilhas, onde acumula um grande número de turistas.

Decidimos subir primeiro o Bauzinho, pois o número de turistas não parava de crescer e logo mais a subida ia estar impraticável. O Bauzinho é de fácil acesso, após 10 minutos caminhando chegamos na primeira laje de pedra, a partir deste ponto a trilha segue pelas cristas e naturalmente acaba selecionando quem vai até o ponto extremo, de onde se pode ficar cara a cara com a Pedra do Baú. Neste ponto, já sem turistas que ficaram no meio do caminho, a vista é incrível e se pode contemplar a natureza sem a barulheira feita por aqueles que ficaram para trás. Ficamos por ali alguns minutos, sentindo o vento tocar nossos rostos e o sol aquecer nossa pele.

Vista do Bauzinho

Ponto extremo do Bauzinho

Retornamos e seguimos a trilha para subir a face sul da Pedra do Baú. Nesta trilha já não havia mais turistas, seguindo pelo bosque em um caminho com bastante barro até o início das escadas, as quais atingimos em pouco mais de 1 hora.

Laila no Bauzinho

A subida do Baú se dá por um verdadeira via ferrata com inúmeros grampos na pedra e por escadas instaladas e mantidas por montanhistas da região. Subir os degraus é um desafio a parte e e exige muita atenção e todo o cuidado possível, uma deslize pode ser fatal.

Vista da Via Ferrata

Escadas e mais escadas

Chegar ao topo é fantástico, seja pelo desafio de transpor as escadas ou pelo privilégio de poder ver o mundo sob outra perspectiva lá de cima. Caminhamos até a ponta do Baú, no ponto mais próximo do Bauzinho e, lá no alto, mais uma vez contemplamos a beleza da natureza, deitados na rocha deixando que o sol aquecesse nossos corpos e que o vento levasse toda a energia negativa que trouxemos da cidade, sentindo uma grande renovação de nossas almas.

Vista do topo do Baú

Escadas da face norte

Ficamos mais de uma hora no topo do Baú, voltamos pelas escadas, a descida exige a mesma atenção e cuidado desprendidos na subida, a montanha é para ser respeitada. Voltamos pela trilha até o carro, foi uma deliciosa trilha de 5 horas, andamos por volta de  7 km quilômetros e uma elevação de mais de 700 metros,  chegando até 1.950 metros no cume do Baú.

Sentindo o vento

Bauzinho visto do Baú

O Baú aos meus pés

Descansamos um pouco, comemos algumas tapiocas e seguimos em direção ao caos de São Paulo.

Hora de descer

O fim de semana na montanha foi fantástico, tínhamos uma ideia inicial a qual não foi possível ser atingida, acredito que nada é por acaso, se não foi possível chegar até a Pedra da Mina o destino nos levou a outro lugar maravilhoso. Essa capacidade de se adaptar e improvisar que nós viajantes temos me fascina, mudanças por vezes são boas e necessárias. Embora tenha ficado triste por não conseguir subir ao ponto culminante do estado me surpreendi com a beleza e diversão proporcionada pela Pedra do Baú.

Aprendo a cada dia que viver, mudar e  se surpreender são coisas essenciais.

De frente para a Pedra do Baú

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60 Anos da Conquista do Everest

Há 60 anos Sir Edmund Hillary e o Sherpa Tenzing Norgay conquistavam o topo do mundo.

Sir Edmund Hillary no topo do mundo (Foto: Royal Geographical Society - com IBG)

O montanhista neo-zelandês e o guia sherpa se tornaram em 29 de maio de 1953 os dois primeiros homens a alcançarem o cume do Everest, após um mês de meio de expedição rumo ao teto do mundo, utilizando-se de muitos equipamentos recém-desenvolvidos e experimentais.

Tenzing e Hillary alcançaram o topo do Everest às 11h30 locais, após uma difícil escalada pela face sul da montanha, onde permaneceram por apenas 15 minutos, pois dispunham de pouco oxigênio.

A expedição para conquistar o ponto mais alto do mundo, promovida pela Grã-Bretanha, teve início em 12 de abril e o feito destes 2 heróis foi anunciado em 2 de junho, na data da coroação da Rainha britânica Elizabeth II.

Confira uma galeria de fotos da conquista no site da BBC Brasil.

Sir Edmund Hillary e Sherpa Tenzing Norgaya a 8,321 mil metros de altitude. (Foto: Royal Geographical Society - com IBG)

Mochila & Capacete presta suas homenagens a estes pioneiros do montanhismo.

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